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04.09.2018 • Governo-MS

Estudos técnicos para privatização da MS Gás devem iniciar em breve

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Campo Grande (MS) – O consórcio liderado pelo Banco Fator e a empresa American Appraisal Serviços de Avaliação Ltda., ambos vencedores de licitação que coordenará, com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o modelo de desestatização da Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul, a MSGás, assinaram contrato com a instituição financeira e vão começar a executar os estudos técnicos e de estruturação da privatização da distribuidora de gás do Estado. 

De acordo com o Diário Oficial da União de ontem, os contratos foram assinados em 16 de julho e têm respectivamente os valores de R$ 91 mil e R$ 3,344 milhões. O prazo de vigência é de 24 meses. Além da contratação de serviços relativos à estruturação e implementação da desestatização da MSGás, conforme as publicações, está previsto o desenvolvimento “de uma solução mais adequada para a continuidade da prestação do serviço de distribuição de gás natural canalizado”. 

Serviços

As contratações estão sendo efetivadas quase 13 meses após a conclusão da licitação que definiu as vencedoras para coordenar, com o BNDES, o modelo de desestatização da distribuidora de gás natural do Estado. Até então, havia sido firmado, até dezembro do ano passado, apenas a regulação da forma e dos prazos de pagamento da remuneração da instituição financeira, os ressarcimentos dos gastos com serviços de terceiros necessários à estruturação e a implementação da desestatização da MSGás. 

Na época, segundo informado pela diretoria da MSGás, a expectativa era de que os trabalhos de levantamento levassem em torno de seis meses para serem concluídos, possibilitando que a companhia fosse a leilão ainda no segundo semestre de 2018. 

Riqueza

A receita líquida gerada em 2017 pela MSGás alcançou o montante de R$ 418,9 milhões, segundo relatório demonstrativo administrativo-financeiro divulgado pela empresa em abril deste ano. Desse total, R$ 222,7 milhões foram distribuídos para o segmento termelétrico, R$ 173,6 milhões para o industrial, R$ 12,3 milhões para o de serviços,  R$ 4,8 milhões para veicular, R$ 3,1 milhões para comercial, R$ 1,4 milhão para residencial e R$ 808 mil para cogeração. 

Ainda conforme os dados do relatório, o lucro líquido da companhia foi de R$ 15,2 milhões, 17% superior a 2016 (R$ 12,9 milhões). 

Em se tratando da riqueza gerada pela empresa, em 2017, esse valor alcançou o patamar de R$ 66 milhões, assim distribuídos: R$ 17,7 milhões com o pagamento de salários e encargos, R$ 31,3 milhões com recolhimento de tributos, R$ 600 mil com aluguéis, R$ 1,3 milhão com juros e encargos financeiros e R$ 15,2 milhões de lucro adicionado.