2026 será ano de testes da reforma do consumo, exigindo estratégia multidisciplinar das empresas para ajustar operações, relações comerciais e carga tributária.
Neste ínicio de ano, são duas as principais mensagens: em primeiro lugar, desejo que 2026 seja um ano divertido e produtivo para os leitoras e leitores; depois, que foi dado início ao período de transição da reforma tributária do consumo – conquanto não tenhamos toda a regulamentação do IBS e da CBS e, por isso, ainda persistam dúvidas e incertezas.
O ano de 2026 é o “ano teste” da reforma tributária: com base nas informações prestadas pelas empresas, sem qualquer implicação de pagamento de tributos, as autoridades fiscais verificarão os reflexos do IVA brasileiro e, talvez o mais importante, terão elementos para fixar a alíquota de referência da CBS a partir de 2027.
Temos recomendado que também as empresas “aproveitem” o ano de 2026 para um período de teste dos reflexos e dos efeitos do IBS e da CBS na operação mercantis, bem como na apuração dos tributos sobre o consumo e na carga tributária.
Com base nesse teste, as empresas também poderão avaliar seu relacionamento com fornecedores, clientes, credores e parceiros. Isso porque o adjetivo “tributária” é um rótulo do objeto da reforma, mas, de forma alguma, se restringe a essa área do conhecimento. Em outras palavras: a reforma tributária é uma mudança significativa na estrura de negócios das empresas brasileiras.
Temos alertado, nesse mesmo sentido, que a reforma tributária deve ser pensada e estudada como uma questão estratégica. A ponto de comprometer o desenvolvimento das operações e a perenidade das empresas. Na sua implementação, a atenção tem de ser – imperiosamente – multidisciplinar, envolvendo todas as áreas da empresa.
Também por causa da reforma tributária é que desejo a todas as leitoras e todos os leitores um ano divertido e produtivo!
Fonte: Migalhas

