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Agro impulsiona PIB em 2025, mas deve perder fôlego em 2026

Crescimento do setor em 2026 é de 0,5%, enquanto projeção para crescimento de 2025 é de 11,3%

A agropecuária brasileira deve registrar forte expansão em 2025, acompanhando o crescimento de 2,3% do PIB, mas a expectativa é de desaceleração em 2026, quando o avanço do setor tende a ser mais moderado, com crescimento estimado em 0,5%, segundo o Balanço Macrofiscal de 2025 e Perspectivas para 2026, do Ministério da Fazenda.

Em 2025, o setor agropecuário é o principal destaque da atividade econômica, com crescimento projetado de 11,3%. O desempenho é atribuído à safra recorde de grãos, à ampliação da produção de outras culturas agrícolas, ao aumento da produção de leite e à expansão do abate. Esse resultado contribuiu para compensar a desaceleração observada em outros segmentos da economia.

A expansão da agropecuária em 2025 ocorre em um contexto de maior oferta de crédito e de fortalecimento das políticas de apoio ao setor. A ampliação dos recursos do Plano Safra e do Pronaf
(voltado à agricultura familiar), aliada ao aumento do crédito rural, ao reforço do seguro agrícola e aos incentivos à agricultura de baixo carbono, sustentou o nível de produção e viabilizou safras históricas, segundo o Ministério da Fazenda.

Contudo, as despesas com o Proagro, seguro que ampara lavouras contra eventos meteorológicos adversos e pragas sem controle, recuaram 12,5%, ou R$ 700 milhões. O programa passou por alterações nos seus limites de cobertura e regras de enquadramento ao final de 2024.

Para 2026, a projeção indica desaceleração da atividade agropecuária após o desempenho de 2025. A estimativa de crescimento de 0,5% reflete a expectativa de menor produção de grãos em relação ao ano anterior. Apesar da previsão de nova colheita recorde de soja e de expansão na produção de café e cana-de-açúcar, a produção de milho e arroz deve recuar, pontua o Ministério.

Além disso, a contribuição do segmento pecuário tende a ser menor em 2026, diante da expectativa de redução do abate de bovinos, associada à maior retenção de fêmeas. Esse movimento deve limitar o crescimento do setor no próximo ano, mesmo com perspectivas positivas para algumas culturas específicas.

Fonte: CNN BRASIL

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