Secretário Rogério Ceron afirma que impacto para a União será de R$ 2 bilhões e sinaliza que novas medidas para gás de cozinha e querosene estão em análise
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, disse nesta quarta-feira, 1º de abril, que a subvenção a importadores de diesel com o objetivo de bancar o custo do ICMS sobre o produto deve ter custo de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões na duração prevista de dois meses, acima dos R$ 3 bilhões previstos antes. Ele ressaltou que a medida poderá ficar sem compensação orçamentária.
Em entrevista ao SBT News, Ceron afirmou que, com o plano de dividir o custo com Estados, o impacto para a União deve ser de até R$ 2 bilhões, valor que poderá ser absorvido pelo Orçamento sem a adoção de nova medida arrecadatória.
O secretário disse ainda que o governo segue analisando novas possíveis medidas para mitigar o impacto da alta do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio, citando gás de cozinha e querosene como pontos de atenção, mas sem adiantar quais poderiam ser as iniciativas.
Adesão à subvenção do diesel cresce entre os estados
Mais de 80% dos Estados já sinalizaram positivamente com a adesão à proposta feita pelo governo federal de subvenção ao diesel, segundo nota conjunta divulgada pelo Ministério da Fazenda e do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita e Tributação dos Estados e Distrito Federal (Comsefaz). Não foi informado, porém, quais Estados aderiram.
A proposta do governo é que a subvenção seja válida por dois meses, entre abril e maio. O valor do benefício será de R$ 1,20 por litro do combustível importado, dividido igualmente entre os estados e a União.
A medida busca segurar os preços em meio à disparada do preço internacional do petróleo. A cotação do barril disparou em meio à Guerra do Oriente Médio que fechou o Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% do óleo fóssil consumido mundialmente.
Fonte: isto é Dinheiro