Durigan diz que ninguém quer tratar de revisão de gastos às vésperas das eleições

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Sobre a política de reajuste do salário mínimo, Durigan lembrou que o atual governo já revisou o mecanismo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na segunda-feira, 4, que ninguém quer tratar de revisão de gastos neste momento, às vésperas das eleições. Durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Durigan afirmou que não será possível avançar com projetos do tipo neste ano.

“É claro que agora – nós estamos em maio, temos eleição em outubro – não vamos conseguir aprovar e discutir temas no Congresso Nacional que façam revisão de gasto”, disse. O ministro revelou ter tentado, com o ex-ministro Fernando Haddad, tocar matérias do tipo no fim de 2024, “e não conseguimos em vários casos”.

Sobre a política de reajuste do salário mínimo, Durigan lembrou que o atual governo já revisou o mecanismo. “A política de reajuste do salário mínimo foi revista no fim de 2024. E debates como esse não são tabu, a gente pode voltar a discutir. O que estou dizendo é que, de maio a outubro, é praticamente impossível que o Ministério da Fazenda, a equipe econômica apresente uma política de revisão de gastos, quando, na verdade, ninguém quer tratar desse tema agora.” Ainda assim, o ministro defendeu que a discussão sobre os gastos públicos é “um debate contínuo” no País.

‘Taxa das blusinhas’

Na entrevista, Durigan também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não deu uma posição definitiva sobre zerar o imposto de 20% cobrado nas compras em sites internacionais, conhecido popularmente como “taxa das blusinhas”.

“Confesso que a gente não teve uma discussão e uma resposta definitiva do presidente sobre esse tema. É um tema que ficou de certa forma equacionado por um período, mas que no momento eleitoral, por ser um tema muito popular, volta a aparecer no Congresso”, afirmou Durigan.

Durante o programa, o ministro falou sobre o Novo Desenrola Brasil e também abordou as taxas elevadas cobradas no rotativo do cartão de crédito.

Segundo Durigan, a dívida das famílias com cartão de crédito continua muito alta. A solução, avaliou, passa por regulação e inteligência, e não por impor limites de taxas. “Temos que melhorar a situação do consumidor, que hoje tem vários cartões e muitas vezes nem sabe os juros que está incorrendo ao usar o cartão. Então, nós vamos precisar avançar muito nisso mesmo”, disse o ministro.

Fonte: InfoMoney

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